Mário Vieira

Fez parte do grupo Vagalumes do Luar. Em 1950, compôs com Hervé Cordovil o baião “Sabiá na gaiola”, primeiro grande sucesso de Carmélia Alves. Em 1951, compôs com Riellinho o baião “É Pernambuco”, gravado por Riellinho e os Vagalumes do Luar. Em 1952, compôs com Orlando Barros o samba “Não sei a razão”, gravado por Lino Braga. Em 1953, Luiz Gaúcho gravou ao acordeom o baião “Bonitinho” e os Vagalumes do Luar gravaram a toada “O que o ouro não arruma”.

Em 1954, compôs com Henricão o samba “Dá licença” gravado por Osvaldo Rodrigues e o baião “Meu bem”, gravado por Zezinha ao acordeom. Em 1955, compôs com Joraci Rago a marcha “Japonesa diferente”, gravada por Osvaldo Rodrigues. Compôs ainda o samba “Chega”, gravado pelo Duo Guarujá e com Elpídio dos Santos o xote “Bandinha do interior”, gravado por Elsa Laranjeira. Em 1956, compôs os cateretês “Ingratidão” e “Tô chegando agora”, este com Joraci Rago, gravados por Aracy de Almeida. Em 1957, teve entre outras composições gravadas a quadrilha “Quadrilha e quentão”, pelo Grupo Continental, o baião “Boneca japonesa”, feito com Antônio Rago e gravado por Rago e Seu Conjunto e “Moças de scandaria”, baião de motivo popular com arranjos de sua autoria e gravação de Michel Daud. Em 1958, “Vou pra roça”, toada em parceria com Armando Castro foi gravada pelo Duo Guarujá, o samba “Lata de graxa”, com Geraldo Blota foi gravado por Germano Matias.

Em 1959, compôs com Leonel Cardoso o choro “Chorinho do Tatá”, gravado ao sax por Dorival e com Moreninho a toada “Saudade malvada”, gravada por Moreninho e Perobinha. Em 1960, Vieira e Vieirinha gravaram de sua parceria com Sebastião Victor o cateretê “Cabelos brancos” e a cana-verde “Essa malvada”. No mesmo ano, Délio e Delinha gravaram a canção rancheira “Não me pergunte nada” e Perigoso gravou o frevo “Frevo no sertão”. Em 1961, o Duo Guarujá gravou a marcha “Pega na vassoura”, da parceria com Armando Castro e Caçulinha gravou ao acordeom, da parceria com Armando Castro a guarânia “Triste Juriti”.

Teve composições gravadas, entre outros, por Praião e Prainha, Riellinho, Vieira e Vieirinha, Elsa Laranjeira, Duo Guarujá e Aracy de Almeida. Compôs sambas, marchas, toadas, baiões e frevos, entre outros gêneros musicais. Entre seus parceiros figuram Armando Castro, com quem compôs, entre outras, a toada “Vou pra roça” e J. M. Alves, com quem compôs o arrasta-pé “Baile caipira”. Teve mais de 40 composições gravadas.

Áudios

Boneca Japonesa - Antônio Rago
Tocador de áudio